Entenda como a Nova Geração de Perfiladores Redefine o Equilíbrio entre Alcance, Resolução e consumo de energia.
O lançamento do Teledyne Workhorse Proteus marca uma mudança importante no mercado de perfiladores acústicos de corrente Doppler (ADCPs). Embora o Proteus herde a base consolidada da linha Workhorse, o que realmente o diferencia é sua capacidade de expandir o espaço de negociação — o trade-off técnico inevitável entre alcance, resolução, variância da velocidade e consumo de energia.

Para entender seu impacto, é preciso primeiro compreender a principal limitação de qualquer ADCP:
Os trade-offs da Tecnologia ADCP
ADCPs operam transmitindo pulsos acústicos na água. Pela própria física do sonar, há um equilíbrio técnico inevitável:
1. Pulsos Curtos (célula menor) → Alta Resolução, Baixo Alcance, Maior variância
- Permitem bins verticais finos e detalhados.
- Proporcionam maior granularidade espacial.
- Mas reduzem significativamente o alcance máximo de medição.
- E aumentam a variância da velocidade, diminuindo a precisão.
2. Pulsos Longos (célula maior)→ Maior Alcance, Menor Variância, Menor Resolução
- Ampliam o alcance útil de medição.
- Reduzem a variância da velocidade (aumentam a precisão).
- Sacrificam resolução, e resultam em bins verticais maiores com alcance maior
É possível diminuir a variância por meio de média temporal prolongada, mas com isso se reduz a resolução temporal — um ponto crítico para aplicações dinâmicas.
Em resumo, todo operador de ADCP tem que enfrentar estes compromissos:
ALCANCE ↔ RESOLUÇÃO ESPACIAL ↔ PRECISÃO ↔ CONSUMO DE ENERGIA
Como o Workhorse Proteus Expande o “Espaço de Negociação”:
O Proteus foi projetado para romper as limitações tradicionais com uma arquitetura eletrônica e computacional moderna, oferecendo configurabilidade e flexibilidade inéditas na categoria.
A seguir mostramos, os principais recursos e como cada um deles atua diretamente na atenuação dos trade-offs clássicos.
1. Plataforma de Processamento Avançado (ADSP) + Processador Catalyst
O que resolve:
Limitações entre resolução espacial, alcance e variância da velocidade.

Como:
O processamento Doppler é realizado em um MCU dedicado e um MCU separado chamado Catalyst é usado para o pós-processamento, permitindo taxas de ping superiores a 16 Hz.
Permite esquemas avançados de ping, simultâneas e em múltiplas escalas temporais e espaciais.
Processa mais dados onboard e transforma em insights práticos e acionáveis.
Integra-se facilmente à qualquer plataforma eletrônica e garante registro de dados confiável.
2. Potência de Transmissão Configurável
O que resolve:
A impossibilidade de priorizar alcance ou resolução de forma dinâmica.
Como:
O usuário pode ajustar a potência para:
- aumentar o alcance máximo,
- e ao mesmo tempo manter a resolução espacial adequando o instrumento à missão, seja ela costeira, offshore, profunda, estacionária ou embarcada.
3. Sistema de Cinco Feixes com Feixe Vertical Dedicado
O que resolve:
A limitação histórica dos ADCPs que estimam a velocidade vertical apenas por cálculo indireto entre feixes inclinados.
Como:
Com o feixe vertical de alta resolução, o Proteus:
- obtém velocidade vertical real,
- melhora significativamente a qualidade do perfil,
- reduz erros e incertezas,
- abre novas aplicações de pesquisa, sobretudo em processos de coluna d’água e fluxos verticais.
4. Baixo Consumo de Energia (< 7 W)
O que resolve:
A tensão entre desempenho avançado e autonomia em missões longas.
Como:
Mesmo oferecendo capacidades sofisticadas, o Proteus opera com menos de 7 W, permitindo:
- implantações mais longas,
- integração mais fácil em plataformas autônomas (AUVs, USVs, gliders),
- melhor eficiência global da missão.
5. Novo AHRS com Alto Desempenho
O que resolve:
Erros de orientação, especialmente em plataformas móveis.
Como:
O novo AHRS garante:
- compensação mais precisa em pitch, roll e heading,
- redução de erros de velocidade,
- fidelidade em ambientes desafiadores,
- maior confiabilidade para missões dinâmicas.
O Resultado: Um ADCP com “Disposição Flexível”, Não Limitante
O diferencial do Proteus não está em eliminar as leis da física — isso nenhum ADCP pode fazer — mas em permitir ao operador reconfigurar dinamicamente o equilíbrio entre alcance, resolução e energia.
Em vez de ficar preso a um único ponto no trade-off, o usuário ganha acesso a um espaço de negociação expandido, onde pode:
- Escolher o alcance ideal.
- Escolher o nível de resolução desejado.
- Minimizar variância da velocidade sem perder resolução.
- Ajustar potência conforme o objetivo da missão.
- Operar em múltiplas escalas espaciais e temporais simultaneamente.
O Proteus apresenta versatilidade de uso em ambientes estuarinos, costeiros e oceânicos, oferecendo alta precisão para a aplicação em projetos de pesquisa, monitoramento ambiental e engenharia costeira.
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