O Navio Polar Almirante Maximiano (H-41) é um ativo estratégico da Marinha do Brasil essencial para a soberania nacional e a pesquisa científica. Ele é o principal meio flutuante do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), garantindo a presença do país no continente gelado e assegurando o poder de decisão do Brasil no Tratado da Antártica .
Ciência de Ponta: O “Tio Max” (como é carinhosamente chamado) funciona como um verdadeiro laboratório flutuante. Ele apoia expedições de pesquisadores em áreas de biologia, geologia e oceanografia, além de realizar levantamentos que ajudam a entender as mudanças climáticas globais, já que a Antártica é um regulador do clima mundial.
Entre os dias 08 e 11 de junho de 2026, a Atlantec realizou um serviço de campo a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano (H41), da Marinha do Brasil, com o objetivo de realizar a substituição do conector bulkhead do ADCP Teledyne RDI Ocean Surveyor OS75 e testar o funcionamento do conjunto completo utilizando o novo cabo instalado.
As atividades iniciaram com o alinhamento técnico junto aos responsáveis a bordo e a substituição do bulkhead danificado por um novo componente, que foi resinado internamente. Também foram refeitos os pinos do conector molex do bulkhead e executados testes de resistência para verificação das condições do sistema.
Durante a intervenção foi realizada manutenção preventiva no transdutor Ocean Surveyor, incluindo limpeza, substituição dos o-rings e troca da sílica gel. O transdutor foi transportado para próximo da gôndola e foram verificadas as condições para passagem dos cabos. Posteriormente, foi realizada a abertura da caixa de passagem ao lado da gôndola e efetuada a instalação do novo cabo por um novo caminho.
Após a substituição do bulkhead, foram realizados testes no chassi, cabo e transdutor. Os procedimentos executados incluíram auto-test, verificação dos sinais elétricos (test point), medições de impedância, análise de forma de onda, FFT (Fast Fourier Transform) e análise de dados.
As medições elétricas realizadas no chassi, no cabo e no transdutor demonstraram que os valores obtidos através do novo cabo e do novo bulkhead estavam de acordo com as especificações do fabricante. Também foram executados testes de interferência utilizando software específico para análise do espectro de frequências dos sinais recebidos pelos transdutores acústicos. Durante os testes não foram observadas anomalias que afetassem o funcionamento do equipamento.
Para validação dos dados, foi montada uma bancada de testes composta por reservatório preenchido com água, gerador de funções e hidrofone utilizado como padrão de referência. O ADCP apresentou resultados satisfatórios, operando de acordo com as frequências injetadas e demonstrando comportamento compatível com os parâmetros esperados para o sistema.

Ao final da visita técnica, todos os testes executados apresentaram resultados satisfatórios. O conjunto formado pelo transdutor, cabo e chassi foi considerado tecnicamente apto para comissionamento e aquisição de dados em campo. Como recomendação, foi destacado o cuidado com o posicionamento do transdutor durante futuras intervenções, o alinhamento correto do cabo para evitar tensionamentos por torção e a verificação dos o-rings durante as conexões da ponta molhada, garantindo a estanqueidade do sistema.
O serviço foi concluído integralmente, restando apenas a configuração das portas NMEA e demais parâmetros pertinentes no software VmDas para a completa operação do sistema.
Quando um equipamento oceanográfico para, não é apenas um equipamento que deixa de funcionar.
O Navio Polar Almirante Maximiano (H-41) é o principal laboratório flutuante do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). É por meio dele que pesquisadores brasileiros realizam estudos sobre oceanografia, mudanças climáticas, biologia marinha, geologia e diversas áreas essenciais para o avanço da ciência nacional.
Mais do que apoiar a pesquisa científica, o navio representa a presença permanente do Brasil na Antártica, contribuindo diretamente para a soberania nacional e para a manutenção da posição brasileira no Sistema do Tratado da Antártica.
Por isso, cada instrumento embarcado precisa operar com absoluta confiabilidade.
Foi exatamente nesse contexto que a Atlantec foi acionada.
Entre os dias 08 e 11 de junho de 2026, nossa equipe realizou uma intervenção técnica completa no ADCP Teledyne RDI Ocean Surveyor OS75 instalado a bordo do Navio Polar Almirante Maximiano.
O trabalho envolveu muito mais do que uma simples substituição de componentes.
Nossa equipe executou:
- Substituição do bulkhead e instalação de novo cabo;
- Manutenção preventiva do transdutor;
- Inspeção completa do sistema mecânico e elétrico;
- Medições elétricas conforme especificações do fabricante;
- Testes de impedância, formas de onda e FFT;
- Análise de interferências eletromagnéticas;
- Validação funcional em bancada utilizando hidrofone padrão de referência e gerador de funções;
- Verificação completa do conjunto formado por chassi, cabo e transdutor.
Ao término dos trabalhos, todo o sistema foi considerado tecnicamente apto para comissionamento e aquisição de dados em campo.
O que esse trabalho representa?
A importância desse serviço vai muito além da manutenção de um ADCP.
Significa garantir que:
- Dados oceanográficos essenciais sejam coletados com precisão;
- Pesquisadores possam confiar nas informações utilizadas em estudos científicos;
- Expedições não sejam comprometidas por falhas de instrumentação;
- Um ativo estratégico da Marinha do Brasil permaneça operacional em uma das regiões mais desafiadoras do planeta.
A diferença está na capacidade técnica.
Esse tipo de intervenção exige conhecimento profundo em eletrônica embarcada, acústica submarina, sistemas ADCP, procedimentos de validação metrológica e experiência em operações de campo.
Cada medição elétrica, cada teste de espectro, cada validação em bancada e cada inspeção executada pela Atlantec reduz riscos operacionais e aumenta a confiabilidade dos dados que serão utilizados pela comunidade científica.
Mais do que manutenção.
A Atlantec entrega integridade de dados.
Porque, quando um ADCP embarcado em uma missão científica deixa de operar corretamente, o prejuízo não está apenas no equipamento.
Pode significar a perda de semanas de aquisição de dados, atrasos em projetos científicos, aumento de custos operacionais e impactos em pesquisas que contribuem para compreender o comportamento dos oceanos e das mudanças climáticas.
É por isso que há mais de duas décadas a Atlantec atua como parceira da comunidade científica, da indústria offshore e das instituições governamentais, oferecendo suporte técnico especializado para que sistemas oceanográficos operem com máxima confiabilidade, mesmo nas condições mais extremas.
FONTE
Imagem – https://www.marinha.mil.br/amrj/amrj-conclui-manutencao-npo_almirante-maximiano-para-xxxvi-operantar


